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CÉSAR BRITO
( Brasil – Maranhão )
Carlos César Silva Brito. Nascido em 04/12/1968, em Viana/MA/Brasil.
Escritor, poeta e palestrante.
Membro acadêmico fundador e primeiro Presidente da Academia Matinhense de Ciências Artes e Letras — AMCAL.
Autor dos livros: Minha Terra, Minha Origem e Lago Aquiri, Natureza Maranhense. Autor de diversos poemas, textos e crônicas ressaltando a beleza natural e cultural da região dos Campos Floridos.
Pós-graduação:MBA em Gestão empresarial e MBA em Gestão ambiental.
Consultor de empresas, auditor de Sistemas de qualidade total e Planejamento estratégico.
I COLETÂNEA POÉTICA DA SOCIEDADE DE CULTURA LATINA
DO BRASIL construindo pontes. Dilercy Aragão Adler (Organizadora). São Luis: Academia Ludovicense de Letras – ALI, 2018. 2978 p. ISBN 978-85-68280-12-6 No 10 353
BRAVOS NAVEGANTES
Imaginar a vida de um peixe é como uma alma viajante,
Viajante sem destino, indefeso, inocente,
Em águas agitadas, rasas ou profunda o risco é eminente,
Obscuro inconscientes é preciso nadar contra a corrente,
Durante o dia, sol radiante, água clara, límpida e brilhante,
Realça coares cintilantes, alegria no semblante, um nadar mais
elegante,
Ao predador, um banquete ofuscante.
Chegada a noite, sonâmbulo,, perdido na imensidão,
Viaja pela escuridão, tranquila e fria em busca da direção,
Vagando em círculo, atento, da vida vai cumprindo o ciclo,
Apreciado alimento, sua vida é um tormento,
Hipnótico anzol, malhadeira por lençol, arpão, caçoeira,
artesão, curral,
Verdadeiro arsenal, armadilhas de predador, bicho homem, pescador.
Em rio, lago, igarapé ou no mar, sua beleza é singular,
Determinado, sua trajetória é seu destino, sina, Instinto natural,
Brumas ou temporal, a todo instante é posto à prova,
E ao completar sua desova, dever cumprido, então a vida se renova,
E finalmente poder a outros, conceber o desafio de viver,
Nas mesmas profundezas, mesmas correntezas e mesmas incertezas.
Viver na água tem seus risco, mas também traz benefícios,
O problema é se a água pura acabar, da vida o que será,
Os peixes vão sucumbir, não terão onde nadar, nem mesmo respirar,
Mas, o homem desidrata, evapora e pela água ele implora.
Não consigo limitar a vida apenas em terra, num planeta água,
E por isso que gosto de navegar, sinto-me como um peixe,
livre ao destino,
Escafandro natural, sobrevivente, é como me sinto, é como gosto de
mim,
E transportar-me da realidades botelha, das pessoas e de mim
mesmo,
E poder isolar-me em busca da paz e calmaria em meio à
tempestade,
e buscar reflexão e sabedoria, resposta aos problemas, conflitos e
dilemas,
Entender as relações na sociedade, respirar ar puro, bem longe da
cidade.
Navegar é desfrutar da natureza, é estar com os pés na água da
fonte,
A mente no infinito céu e o coração distante no horizonte,
E sentir o vento no peito, a brisa no ar, o sol na pele e o cheiro do
mar,
Maré mansa ou bravia é enfrentar temporal e desfrutar a calmaria,
Navegar é conhecer a própria estrutura á cantar em dias de aventura.
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MATINHA, TERRA ENCANTADA
Guardiana...
Nas água do Piraí...
Luar de prata, índios se abrigam na mata,
Desbravadores viajante se encantam com a beleza,
Dessa terra verdejante, lindos campos, Cacoal e exuberante mangal;
Mata frondosa, paparaúba, ingá, cajá, bacuri,
bacurizinho, goiaba araçá,
Terra gloriosa, caneleira, Arixá, sumaúma, Ervacidreira, jatobá,
Mata nativa , mata formosa, Enseada da Mata, mata, Matinha,
Subia o Genipaí a tribo dos Criviris, sob as águas do Caiaba
descansa
Jaibara, sombra, água fresca, cachaça tiquira e juçara;
Caboclo meche a farinha com suor e alegria, parcela que
teve o negro, com trabalho e devoção, importante integrante dessa
miscigenação.
Levanta Santa Maria, o melaço belo dia, Vida doce, que alegria,
Esperança e Boa Fé abençoa Frei Antonio o Engenho Nazaré,
Enseada Grande no LagoAquiri, tudo é lindo por aqui, capim boiador, agapétua, língua de vaca, pajé, orelha de veado, brilha arroz
do campo, Balcedo, espelho d´água que encanto, espia o rosto mãe
Iara, Reforma, Jacarequara, Sembal, Os Paulos, Charalamba,
Cotias, Curral de Vara, São José dos Araras e também Ponta da
Capivara;
Em São José de Bruno tem Felicidade, Antonio Augusto que
saudade, meu padrinho sua benção, que Deus te guarde nessa nova
dimensão.
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Página publicada em março de 2025.
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